Análise – Baccano! (Vol. 2-3)

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  • Volumes: 2 – 3
  • Géneros: Acção, Comédia, Drama, Histórico, Horror, Mistério, Psicológico, Romance, Supernatural
  • Publicadora JP: Media Works ; Dengeki Bunko Magazine
  • Publicadora ING: Yen Press
  • Formato: Light Novel

 

O volume 2 e 3 de Baccano! já estão disponíveis, e a razão pela qual esperei pelo terceiro para analisar deve-se ao facto de ambos os volumes serem sobre o mesmo acontecimento, o Flying Pussyfoot.

Caso tenham lido a análise ao anime, devem lembrar-se que um dos meus comentários foi sobre a dificuldade em perceber em que carruagens os acontecimentos estavam a ter lugar. Bem como na localização das personagens durante a viagem do comboio. Felizmente é tudo devidamente explicado nestes dois volumes, com os títulos de “The Grand Punk Railroad – Local Episode” e “The Grand Punk Railroad – Express Episode“.

 

SINOPSE (Vol. 2)

America. New York. The Year 1931.

The setting: the transcontinental express train know as the Flying Pussyfoot. Aboard the train are: a gang aiming to make some extra cash, a group of revolutionary terrorists trying to recapture their leader, and a pair of thieves looking to meet up with an old friend in New York City.

But drunk on the excitement of their departure, none of them are prepared for what awaits them on the rails…

 

Para começar, o segundo volume “The Grand Punk Railroad – Local Episode” conta a história do que acontece durante a viagem transcontinental e os seus eventos. Iniciando-se com vários prólogos sobre as personagens, apresentando-as e explicando o motivo a qual algumas delas vão parar ao comboio. Se já viram o anime, sabem que esta “arc” é composta por personagens totalmente novas excepto o duo de ladrões que toda a gente adora.

Basicamente o segundo volume conta a história desde que as personagens entram no comboio em Chicago até ao momento em que chegam à estação de Nova Iorque, tendo foco em várias partes dos grupos presentes. Mas centrando-se mais no confronto entre ambos os grupos da Máfia, a família Russo e a família Lemure, que acabam por roubar a maior parte do tempo de antena deste volume, com o grupo de Jacuzzi a ter alguns momentos para brilhar também. Tirando isso, apenas um ou outro evento acabam por acontecer com outras personagens, e o duo de Isaac e Miria sempre tem um cantinho dedicado para as suas desventuras.

Se viram o anime, devem estar a perguntar-se sobre as outras personagens, pois essa parte é descrita no terceiro volume “The Grand Punk Railroad – Express Episode“, que conta os mesmos eventos que o segundo volume, mas com o olhar sobre outras personagens. Nomeadamente o Rail Tracer, Czeslaw, Chane, um ou outro momento com Isaac e Miria novamente, e o resto das personagens individuais que não tiveram o tempo de antena suficiente no volume anterior.

É óbvio ao ler o “Local Episode” que alguns eventos foram saltados e alguns conflitos-barra-encontros não foram descritos, mas isso tudo acaba por ser falado no “Express Episode“, o que sempre torna as coisas interessantes uma vez que dá a ideia de algo a acontecer por detrás de toda aquela acção que estava a decorrer pelo comboio que já estava cheio de informação. Acaba por ser uma boa ideia em separar os vários eventos em dois volumes, uma vez que falar sobre várias perspectivas com um leque enorme de personagens poderia acabar por fazer com que o leitor se perdesse no que toca à história.

Falando em acção, tenho a dizer que gostei muito mais de ler estes dois episódios do que ver no anime. O facto de o anime estar a dividir os acontecimentos durante os vários volumes lançados pode ter sido um factor nesta opinião, mas a verdade é que os acontecimentos que decorrem no comboio são bastante fáceis de compreender, incluíndo toda a acção dos vários confrontos. E aproveitando para referir novamente a análise ao anime, a light novel indica perfeitamente a localização de cada personagem, e ainda descreve o comboio e as suas carruagens, tornando assim muito mais fácil de se perceber onde é que as personagens se localizam.

O primeiro volume de Baccano! já tinha sido bastante bom como introdução à série, mas o segundo e terceiro apenas reforçam que o forte de Ryohgo Narita é escrever sobre vários acontecimentos a decorrer ao mesmo tempo com um enorme leque de personagens.

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