Análise – Avengers Age of Ultron

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Avengers Age of Ultron ou em português, Os Vingadores a Era de Ultron, é um dos filmes mais esperados do ano, mas será que é tudo aquilo que os fãs querem?

Antes de começar, quero referir que não fiquei muito agradado com o anterior capítulo de Os Vingadores. Foi um filme que me entreteve, mas não despertou em mim aquela faísca de felicidade que facilmente despertou em quase todos os outros filmes Marvel. E foi assim que entrei na sala de cinema, preparado para mais um bom momento com alguns dos meus super-heróis favoritos, mas sem grande expectativa.

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Avengers Age of Ultron utiliza o seu poder como sequela e dispensa apresentações, somos levados de imediato para a acção. Liderados pelo Capitão América (Chris Evans), os Vingadores: Iron Man (Robert Downey Jr.), Hulk (Mark Ruffalo), HawkEye (Jeremy Renner), Black Widow (Scarlett Johansson) e Thor (Chris Hemsworth) estão numa demanda para resgatar o ceptro de Loki, este é o ponto de partida para um grande filme.

Numa curta sequência de eventos é notória a boa disposição de todos os actores e enquanto somos bombardeados com momentos de acção que todos adoramos, começa a surgir o tom cómico já característico deste universo. Felizmente, este tom cómico mantém-se durante todo o filme e até em momentos mais tensos as gargalhadas estão garantidas. Como podem já ter adivinhado, a maioria do elenco não é novo ao papel que representa, na sua grande maioria, o facto de estarem à vontade com a sua personagem cria uma empatia para com o espectador quase imediata. Mesmo perante os vários planos que trocam constantemente, é fácil relacionar-mo-nos com a personagem no momento. Ainda assim, esta empatia é também sinónimo de que não nos vão surpreender quer com discursos ou acções.

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Como seria de esperar, um filme que reúne tantos heróis tem que ter um grande vilão e desta vez as honras couberam a uma Inteligência Artificial. Avengers Age of Ultron tem então Ultron (voz de James Spader) como vilão. Este vai evoluindo com a narrativa mas mostra-se de imediato um dos melhores vilões do universo Marvel. As falas de Ultron foram pensadas ao pormenor, o seu discurso rivaliza com as piadas de Tony Stark e o seu poder é tão grande quanto aquilo que consegue construir.

A história acaba por nos proporcionar bastantes momentos que exploram as personagens envolvidas de diferentes modos, e a inclusão da Feiticeira Escarlate (Elizabeth Olsen) e Quicksliver (Aaron Taylor-Johnson) estão muito bem conseguidas. O que não está do meu agrado são alguns dos efeitos especiais que rodeiam Quicksilver, os néon não ficam lá muito bem.

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A narrativa é capaz de conectar todos os pontos, diverte e mantém o espectador interessado até ao fim, algo que não aconteceu comigo no primeiro filme. Aqui todos os heróis acabam por ter um tempo de antena idêntico e nunca é de mais referir que me senti sempre envolvido na experiência.

No filme existem momentos que seriam obrigatórios e outros dispensáveis, mas que conseguem ser espectaculares por si só e não são incomodativos. Como já referi, Ultron é um vilão que está muito bem trabalhado e que apesar de ter uma falha enorme (necessária à história) no seu plano final, não deixa de proporcionar um filme bastante superior ao seu antecessor. Sim, são picuices minhas, mas foi algo que não me saiu da cabeça durante os últimos momentos do filme.

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Os efeitos especiais recriam o ambiente das bandas desenhadas aplicados ao mundo real. Os únicos detalhes que não gostei passam mesmo pelos efeitos especiais em volta de QuickSilver, onde parecem predominar néons, e existe ainda mais um ponto do qual não posso falar pois acabaria por dar spoilers, no entanto, é algo que não estraga o filme, é apenas estranho. Existe aqui um trabalho bastante grande desde a coordenação dos movimentos dos actores para com os efeitos de pós produção até à banda sonora que ajuda a colocar o espectador no espírito do filme. Os próprios efeitos sonoros faziam vibrar toda a sala e não foram poucas as vezes que senti a cadeira a tremer apenas do som.

Falando então da minha experiência na sala de cinema, devo dizer que não sou fã do 3D e que os óculos IMAX 3D são bastante incomodativos, principalmente porque sou cabeçudo e não uso óculos. Ainda assim, o resultado final é bastante agradável à vista e esta será uma escolha que cada um deve fazer por si. Não acho que seja obrigatório e não achei que fosse uma experiência onde o 3D proporcionasse algo mais.

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Assim, resta-me dizer que, sim, é uma sequela que supera o antecessor e recomendo a qualquer fã do género. Avengers Age of Ultron é um filme obrigatório que traz consigo mais do que o fechar de um ciclo, abre as portas à terceira fase do universo cinematográfico da Marvel com óptimas expectativas.

Vejam também a nossa análise em vídeo de Avengers: Age of Ultron!

Positivo

  • Momentos de acçãopn-recomendado-ana
  • Comédia
  • Ultron
  • Feiticeira Escarlate
  • Apresentação

Negativo

  • Muito do que vemos não é realmente novo
  • Arranque algo confuso
  • Está na altura de perceber de onde vêm as setas de Hawkeye

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Alexandre Barbosa

Videojogos e séries de TV são o seu meio de entretenimento favorito. Desde jogos de plataformas a RPGs todos os jogos são um hipotético interesse. Ganhou também alguns traumas com certos videojogos mas isso já era de esperar. Agora já posso parar de falar sobre mim na 3ª pessoa?

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