Análise – Amagi Brilliant Park

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  • Episódios: 13
  • Temporada: Outono 2014
  • Produtores: Kyoto Animation, TBS, Avex Entertainment, flying DOG, Mobcast, DAX Production
  • Géneros: Comédia, Magia, Romance
  • Idades: +13
  • Linguagem: Japonesa
  • Adaptação: Light Novel

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Já a PlayStation 2 havia saído e eu ainda andava de volta da minha PSOne que acabara de receber. Um dos jogos que consumiu algum do meu tempo foi Theme Park World, onde era necessário construir e gerir o nosso parque de atrações, com a finalidade de atingir certa quota e ser o melhor parque de sempre.

É claro que quando li a sinopse de Amagi Brilliant Park recordei logo Theme Park World, pois o objectivo é o mesmo, mas a razão pela qual decidi ver é mesmo a sua premissa única, que me despertou a curiosidade em ver como se desenrolava enquanto anime.

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Amagi Brilliant Park é um parque de atrações que já teve melhores dias, correndo agora o risco de fechar, Isuzu Sento (V.A.: Ai Kakuma, RuukoSelector Infected WIXOSS ; EstSeirei Tsukai no Blade Dance) obriga Seiya Kanie (V.A.: Kouki Uchiyama, TsukimotoPing Pong The Animation ; RakuNisekoi) a um encontro forçado ao parque, com o intuito de o convencer a tornar-se gestor do mesmo.

Kanie acaba por aceitar o pedido, descobrindo que os habitantes do parque são originários de um mundo mágico e que é preciso atingir duzentos e cinquenta mil visitantes em três meses, ou o parque será fechado. Este objectivo terá de ser atingido para que os seus habitantes sobrevivam no nosso mundo.

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Em termos de desenvolvimento de história, Amagi Brilliant Park é maioritariamente feito por episódios soltos. A ideia da meta final é algo presente mas sem o impacto necessário até ao último momento, sendo que ao longo do anime, as únicas mudança são novas personagens e a informação que vai sendo revelada sobre o parque.

Em vez de se apoiar numa história forte, Amagi faz-se falar pelas suas personagens e comédia.

Apesar de contar com o elenco todo, e de se centrar em novas personagens e situações em cada episódio, Amagi acaba sempre por usar as suas personagens mais fortes, Kanie o narcisista, Seto e a sua personalidade estoica, e as três mascotes (que na realidade são fadas) do parque.

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Macaron (V.A.: Ryoko Shiraishi, HayateHayate no Gotoku! ; HimeSKET Dance), sendo uma fada da música (em forma de ovelha), Tiramie (V.A.: Ai Nonaka, FukoClannad ; KyoukoMahou Shoujo Madoka Magica) é uma fada das flores na forma de um cão cor de rosa (que mais parece um gato) e Moffle (V.A.: Ayako Kawasumi, AokiBakuman. ; RitaSakurasou no Pet na Kanojo) que é a fada dos doces, com a forma de um rato.

Apesar de serem fadas, estas mascotes são do sexo masculino e não se comportam como queridas fadas tal como deviam (pelo menos quando estão fora de serviço). Desde álcool, a violência ou meterem-se com raparigas giras, estas mascotes são muitas vezes o centro de imensa comédia e a razão do sucesso do anime.

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Onde Amagi falha é no romance, estando pouco presente, aparecendo em raras ocasiões mas sem fazer o desenvolvimento necessário. Algo que também sofre no que toca a desenvolvimento são as personagens, a maior parte do elenco é por vezes deixado de lado (tal como referi anteriormente), e as que costumam aparecer mais vezes não sofrem de grande desenvolvimento.

Mais especificamente, os únicos crescimentos notórios são os de Kanie, que como é habitual, passa a ser menos narcisista, e aprende a apreciar a companhia dos outros, e a de Moffle, que faz uma mudança de cento e oitenta graus no que toca à sua confiança em Kanie.

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Como Amagi Brilliant Park não está em risco de fechar sem razão, a presença de um vilão é óbvia, no entanto é fraca, pois só aparece durante um minuto para depois desaparecer, não fazendo nada para além de uma pequena revelação, algo que foi muito decepcionante.

Em relação ao final, Amagi acaba por fazer um trabalho que tanto agradou como desagradou a alguns, sem querer revelar muito, tenho a dizer que achei que teve uns bons momentos. Já o último episódio acaba por ter um ar de filler, mas foi provavelmente o mais hilariante de todos.

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Para o bem ou para o mal, a banda sonora não tem o impacto necessário no que toca a música ambiente, temas que relembrem parques temáticos são poucos, e só um é que se destaca, já no que toca a peças sobre drama ou romance, acompanha bem a situação mas não é algo memorável.

Em relação ao opening e ao ending, ambos estão bons, sendo a abertura produzido por AKINO com bless4 e o encerramento por BRILLIANT4 (com as respectivas vozes das personagens).

A animação e a arte segue a comédia parva de Amagi, as várias expressões faciais que são exageradas acentuam bem e as cores alegres combinam com o tema de parque temático. As vozes também foram bem trabalhadas, especialmente a do trio de mascotes.

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História e desenvolvimento não é o forte de Amagi Brilliant Park, sendo que o seu ponto principal é a comédia, algo que  faz correctamente. As personagens são o prato principal no anime, sobrepondo-se à falta de desenvolvimento das mesmas.

O romance é algo que poderia estar mais presente, tal como o vilão e a capacidade de ler mentes de Kanie (algo obtido no primeiro episódio mas mal aproveitado). A banda sonora faz o seu trabalho mas não é algo da qual nos iremos recordar, sendo que a animação por sua vez está em acordo com o estilo de comédia do anime. Resumindo, este é o estilo de série recomendada para quem queira ver algo que não seja muito sério.

http://dai.ly/x27egoa

Positivo:

  • Tema de parque de diversões
  • Boa comédia que não chega a ser demasiado parva
  • Personagens…

Negativo:

  • …com pouco desenvolvimento
  • Vilão decepcionante
  • Falta de história e romance

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Mathias Marques

Editor oficial desde Agosto 2014 Para além de videojogos também gosto de anime. Podem ver-me a apregoar sobre ambos os assuntos no site em forma de notícia, artigo ou análise. Tenho a sorte de encontrar momentos parvos enquanto estou a jogar, ou de os criar eu mesmo.

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