Análise – A Walk in the Dark

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Embora esteja tudo de olhos postos no Crime no Hotel Lisboa dos Nerd Monkeys, existem mais jogos portugueses dignos de nota que chegaram ao mercado durante os últimos tempos.

Estava eu ainda no MyGames, quando fui convidado para uma Pizza Night Party da Microsoft, onde iria fazer de jurado para alguns projectos Indie construídos por estudantes do ramo.

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Numa dessas noites, houve um jogo que ganhou por unanimidade, um jogo de plataformas com um gato e um ambiente etéreo realmente encantador. Esse jogo era A Walk in the Dark, um projecto foi colocado este ano à venda para PC e chegou recentemente ao Steam.

Tanto tempo depois, eis que tenho o privilégio de analisar este jogo na sua versão Steam e comprovar se a vitória dessa noite foi realmente bem entregue.

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A Walk in the Dark é uma experiência que vai beber imenso a outras do género. Ao olhar para as imagens e ao ver a jogabilidade, muitos vão pensar em Limbo, Outland, Super Meat Boy e muitos outros jogos do género, mas mesmo que as influências sejam claras, este é um jogo que consegue alcançar o seu mérito próprio.

Para começar, A Walk in the Dark não é apenas um jogo de plataformas, mas também de puzzles, joguem no papel de Bast (o gato) ou Arielle a (menina), os cenários que se apresentam não são mais do que puzzles mais ou menos complexos que precisam de transpor com recurso ao sistema clássico de plataformas em 2D.

A jogabilidade como gato é muito próxima a qualquer jogo de plataformas, embora exista alguns cenários onde podem usar todo o tempo para pensar e outros onde a personagem anda automáticamente e precisam de responder no tempo certo. Os cenários com a menina funcionam num sitema de gravidade onde cada vez que saltam, esta inverte a gravidade e pode andar no tecto ou no chão.

Estas variações subtis de jogabilidade são aquilo que traz alguma variedade e desafio a A Walk in the Dark, especialmente porque a jogabilidade funciona bastante e responde bem aos comandos que são realizados. Ou seja, é uma jogabilidade simples que consegue ser desafiante.

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Esta simplicidade e acessibilidade de A Walk in the Dark fez-me muitas vezes pensar nele como um Angry Birds para os jogadores não casuais. Existem tempos limite para bater e objectos reluzentes para apanhar nos cenários e isso é uma boa forma não só de desafiar aos melhores tempos, como de repetir o cenário vezes sem conta para apanhar estes objectos cintilantes sem morrer.

A Walk in the Dark consegue ser um jogo para algumas boas horas, ainda para mais se forem do estilo de jogadores que gostam de coleccionar. Existem várias dezenas de níveis para completar e a versão Steam traz alguns extra que são bastante desafiantes.

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Já na altura que o vi pela primeira vez, A Walk in the Dark estava com um aspecto visual realmente apelativo, mas a versão final é mesmo impressionante. A arte e cores utilizadas nos cenários são hipnóticos e até o próprio fumo que Bast liberta quando morre tem o seu “Q” de místico. O visual só é manchado ocasionalmente por alguns pequenos problemas de detecção de colisão que colocam as personagens em posições estranhas.

Tal como a imagem, também o som de A Walk in the Dark consegue ser um dos pontos altos. A música composta essencialmente em piano tem um impacto muito forte a que nenhum de nós conseguiu ficar indiferente.

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A chegada de A Walk in the Dark ao Steam foi um passo de gigante para um jogo que merece claramente estar entre outros grandes fenómenos do panorama Indie. Pode não ser realmente inovador ou revolucionário, mas A Walk in the Dark é sem “sombra” de dúvida um grande jogo que recomendo vivamente, não por ser português, mas porque merece.

Positivo:

  • Sistema de plataformas e puzzle viciantepn-recomendado-ana
  • Cenários com puzzles bem construídos
  • Visual deslumbrante
  • Música de grande qualidade
  • Novos níveis na versão Steam

Negativo:

  • Repetitivo quando jogado por muito tempo de seguida
  • Alguns problemas de colisão das personagens

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