Análise – A Ilha Proibida

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Quando o PróximoNível foi criado, este era um projecto que prometia abranger as áreas de Videojogos, Anime, Cinema e TCG. Porque estas áreas? Pois estas estão de certa forma ligadas entre si por gostos em comum.

Mas qual destas áreas não tem de certa forma ligação à TV? E aos jogos de tabuleiro? Pois bem, esta é uma nova área que vamos começar a deitar o olho de vez em quando.

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O PróximoNível foi aproximado recentemente pela Devir para realizar análises a alguns dos seus grandes produtos, e qual a melhor forma para começar se não por um jogo de tabuleiro?

A nossa primeira experiência começa com A Ilha Proibida (Forbidden Island), um jogo cooperativo lançado originalmente em Inglês em 2010 e que chega agora a Portugal em português.

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Para testar este jogo, reunimos algumas pessoas com experiência variada em jogos de tabuleiro e o resultado foi bem melhor do que alguma vez podia esperar.

Como disse em cima, A Ilha Proibida é bem diferente dos jogos de tabuleiro comuns, essencialmente por incentivar à cooperação em vez de nos tentar levar à falência, ou morrer numa masmorra como a maioria dos jogos deste estilo tenta fazer.

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O objectivo deste jogo passa por tentar fazer com que os jogadores se ajudem mutuamente, para tentar recuperar quatro tesouros da ilha e consigam fugir de helicóptero antes que esta fique totalmente inundada. Caso alguém morra ou alguns dos tesouros não seja recuperado, o jogo acaba em derrota para todos.

Um ponto alto deste jogo é a velocidade a que decorre e o tempo que cada partida demora. A início o tabuleiro é montado de acordo com a aleatoriedade das peças para cada casa e a escolha de cada uma das classes. Mas a partir desse momento, quando é jogado por pessoas que já conhecem as regras, uma partida pode demorar entre 20 a 30 minutos, o que é bom para uma sessão rápida ou para rodar entre novos jogadores.

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O facto de ter uma organização de casas por peças faz com que os jogos sejam sempre diferentes e a entrada das classes confere algumas diferenças também ao modo de jogo. Mas já que falamos em jogabilidade, como é que esta decorre?

A Ilha Proibida é jogada por turnos, cada um dos jogadores escolhe uma classe e cada classe tem as suas vantagens. No turno do jogador este pode fazer até três acções, como movimentar a personagens, usar acções da sua classe, passar cartas de tesouro ou de ajuda que tenha na mão e ainda, drenar a água das peças adjacentes. A drenagem é essencial, pois quando o turno acaba são compradas cartas de tesouro e de enchente, as cartas de enchente inundam as peças indicadas de zona e quando esta inunda duas vezes é perdida para sempre.

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Cabe então aos jogadores fazer tudo por tudo para salvar as zonas importantes como as peças onde podem resgatar os tesouros ou o porto do helicóptero para poderem fugir da ilha. Isto faz com que o jogo tenha de ser realmente bem pensado e as decisões tenham de ser as mais úteis para todos, pois cada vez que uma carta de aumento de nível é comprada, são cada vez mais as peças que ficam inundadas e a dificuldade aumenta.

Quanto às classes, todas elas tem as suas vantagens e ajudam no geral, mas o piloto e o mensageiro são claramente as melhores, pois o primeiro pode mover-se para qualquer casa no seu turno e o mensageiro pode dar as suas cartas a qualquer outro jogador mesmo que esteja na outra ponta do mapa.

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A Ilha Proibida é divertido de jogar, mas é preciso que os jogadores estejam dispostos a jogar sobre as regras e nunca voltem atrás nas deciões, pois num jogo onde todos querem ganhar, pode surgir a vontade de fazer batota. Isto é algo que estraga o jogo, e alías, até recomendo que inventem regras para difiultar a tarefa, como a impossibilidade de trocar impressões e ideias com jogadores que não estejam em casas próximas das vossas.

Quanto ao aspecto do jogo, há que dar valor à sua construção e arte. O jogo tem uma apresentação ao estilo de uma aventura mística com zonas bastante misteriosas. As cartas que compõem o tabuleiro são de fácil utilização e resistentes e o seu efeito de alagamento está bem pensado, funcionando de forma bem perceptível quando rodam a carta.

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Outra nota positiva vai para o formato da caixa, que não só teceu vários elogios pelo seu aspecto, como pela organização do material de jogo, não ocupando muito espaço e cumprindo todos os requisitos necessários para ser fácil de preparar e guardar. A tradução para português foi feita a pensar essêncialmente tanto no mercado português como brasileiro, mas tenho a dizer que o trabalho soa mais a algo nacional, embora tenha uma ou outra palavra menos comum para nós.

A Ilha Proibida é um jogo que nos deixou bastante agradados. Mesmo que seja um pouco confuso de perceber, com dois ou três jogos de teste já estávamos a fazer jogos bem mais rápidos e divertidos. No geral, todas as pessoas que experimentaram o jogo ficaram bastante agradadas e quiseram sempre repetir a dose, o que é muito bom sinal.

Se gostam de jogos de tabuleiro e querem jogos bem mais rápidos que Scrabble ou Monopólio e preferem cooperar em vez de competir então a A Ilha Proibida é o vosso jogo.

Positivio:

  • Caixa e arrumaçãopn-recomendado-ana
  • Variedade de cenários
  • Boa arte e aspecto
  • Dá para sessões rápidas
  • Querem sempre jogar mais um

Negativo:

  • Classes claramente mais fortes
  • Ausência de competição pode levar a batota
  • Sistema de cheias costuma entrar em ciclos injustos

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Daniel Silvestre

Fã de jogos, filmes, anime e coisas do género. Jogo desde que me lembro e adoro RPG. Tenho uma grande colecção deles que tenciono acabar. Talvez um dia no lar da 3ª idade.

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Daniel Silvestre

Fã de jogos, filmes, anime e coisas do género. Jogo desde que me lembro e adoro RPG. Tenho uma grande colecção deles que tenciono acabar. Talvez um dia no lar da 3ª idade.

  • Silver4000

    Interessante a isto é que podiam ter feito uma videoanalise para perbecer melhor a jogabilidade 😛

    • Daniel Silvestre

      É algo que podemos certamente fazer de futuro 🙂