A Pau com os Ursos 6 – PS4 e Machismo/Feminismo nos jogos

Depois de algumas semanas de ausência eis que chega finalmente o novo episódio do A Pau com os Ursos.

Nesta semana vou responder de forma tardia à minha opinião sobre a PS4 e comentar o machismo e feminismo nos videojogos.

Este último tema surge na sequência do vídeo criado pela feminista Anita Sarkeesian, a apresentadora do programa de YoutubeFeminist Frequency, a qual dedicou um dos seus últimos episódios ao estigma dos videojogos da Donzela em Apuros. Podem ver o vídeo já de seguida:

Agora que o contexto já está dado, podem ver o novo episódio do A Pau com os Ursos já de seguida:

Daniel Silvestre

Fã de jogos, filmes, anime e coisas do género. Jogo desde que me lembro e adoro RPG. Tenho uma grande colecção deles que tenciono acabar. Talvez um dia no lar da 3ª idade.

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Daniel Silvestre

Fã de jogos, filmes, anime e coisas do género. Jogo desde que me lembro e adoro RPG. Tenho uma grande colecção deles que tenciono acabar. Talvez um dia no lar da 3ª idade.

  • Gostei bastante, foi o meu A Pau com os Ursos preferido! Não sou fan-boy de rpg mas será que no próximo episódio podias falar sobre o porquê dos JRPG estarem a deixar de ter tanta qualidade em relação a RPG´s ocidentais. Tens TODA a razão em relação ao machismo e ao feminismo!! Isso dela bloquear a zona de comentários é bastante mau…

    • Silver4000

      é compreensivel o facto de ela o ter feito.
      Pois com certeza viriam muitos “machistas” dizer mal, e depois viriam as “feministas” e iria haver guerra.
      Por outro lado é mau, porque não deixa fluir as opiniões das pessoas.

  • Silver4000

    Eu tinha dito que não valia a pena “desperdiçar” um A Pau com os Ursos a falar sobre a PS4 porque estava à espera de um Nivel Bonus com a equipa toda a falar sobre ela. E por isso não queria ver duas coisas repetidas.

    ____

    Eu achei interessante o facto de terem feito um video a falar sobre o feminismo, e por isso queria comentar o assunto, ela por acaso desativou os comentàrios, mas isso é obvio o porquê de ela o ter feito, viriam os “machistas” criticar, e depois iriam as “feministas” defender, e isso daria em guerra. Mas ainda assim é um pouco mau, pois não dà para as pessoas darem o seu ponto de vista.

    ____

    Eu concordo com o que o Daniel disse, que, resumindo é: “Se virem uma mulher em apuros na vida real, deixem-na estar.”, aliàs, as Princesas são isso mesmo… não são todas as cachopas que sonham ser Princesas e tar no alto da torre à espera de um homem (musculado e bonito) para as “salvar”? Para depois se casarem (quem é o objeto sexual aqui?)?

    Se as mulheres querem um principe encantado, todo musculado, com um sorriso brilhante e isso, porque é que os homens não podem ter uma heroina com um “bocadinho” de peito e isso? Talvez o filme Shrek seja o melhor exemplo em como ambos os lados saem o oposto do normal.

    Além do mais, se formos a falar de isto e aquilo està mal, então tinha-mos que espezinhar tudo o que houvesse num videojogo, mulher em apuros – Machismo ; matar zombies em àfrica (sim RE5) – Racismo ; matar aliens (olà PETA) – crueldade.. animal(?). Por amor de Deus, é um jogo! é para aproveitar e ter o prazer de nos entretermos num mundo de fantasia e VIRTUAL.

  • Eu tenho uma aversao e odio total contra aquela Anita Sarkhesian(ou la como e o nom da gaja).
    Essa gaja e uma ditadora do pior, nao deixa o pessoal comentar nos vidoes dela quando ela nesse video em cima diz que nao existem personagens principais femininas nos videojogos(Super Metroid, Tomb Raider, ect…., parace que ela nao jogou assim muitos jogos)).
    E depois ainda me vem dizer que a Peach e sempre salva quando existe um(ou mais) jogo de Super Mario em que a Peach vai salvar o Mario.

    Se ela nao gosta de ver mulheres com grandes boobs, que faca um Mod.
    Se eu nao gostar de ver um gajo num jogo com altos musculos, eu nao ligo, mas se me importasse com coisas insignificantes como isso descarregava um Mod.

    Resumo -> A gaja e uma ditadora, oculta factos, tem um opiniao “biased”, e quer saber de coisas insignificantes como as descritas neste video que custou(estimavtiva) cerca de 6 mil dolares.

  • David Garrett

    É um facto que a sociedade machista não está de todo erradicada (ainda hoje saiem notícias que dizem que os homens ganham mais que as mulheres num posto de trabalho igual, entre outras coisas), mas acho que os videojogos são um dos media que cada vez mais luta contra isso.

    Já ignorando o Tomb Raider, que é, provavelmente, o exemplo mais rápido de se apresentar, há montes de jogos que ajudam cada vez mais a esbater essa questão: Heavenly Sword, Heavy Rain, Final Fantasy X-2 (em que a Yuna passou de miuda frágil a badass gunslinger), Final Fantasy XIII (que não joguei; corrijam-me se estiver a dizer algum disparate), Portal e Portal 2. Até a Sarah Kerrigan, da nova expansão de StarCraft II, cuja cinemática está completamente genial.

    Arrisco-me até a dar exemplos menos óbvios: World of Warcraft, The Elder Scrolls, Mass Effect, Dragon Age, entre outros. Todos estes RPGs dão a possibilidade de especificar o sexo das personagens. Acho que isso faz muito mais para democratizar os sexos do que uma miuda de cuecas num jogo faz para subvalorizar um deles.

    Digo eu, mas eu sou um bocado optimista em relação às gerações mais novas, que, ainda que tenham mais problemas que os pais noutros níveis, são cada vez mais abertas e compreensivas noutros.

    Um abraço,
    David

  • Darks

    Gostei muito deste a Pau com os Ursos. 🙂

    Esse tema do machismo e feminismo tem muito que se lhe diga. Eu acho que há muitas pessoas que exageram e consideram qualquer coisa feminista ou machista e por isso é que dificilmente o machismo e feminismo deixarão de existir e de ser discutidos. Acho que falaste muito bem acerca do tema, Daniel e concordo com tudo o que disseste.

  • Em relação aos jogos da PS4 um fator talvez um pouco importante para alguns jogadores (se bem que a maioria ignora, como eu XD), jogos com menos loadings entre fases do jogo, e se tiver muitos loadings, pelo menos que sejam rápidos, é que há certas fases do jogo em que esperar por um loading durante 50 segundos é bastante frustrante e aborrecido.

  • _GM_

    Obrigado por responderes a minha pergunta 🙂

    Em relação ao tema do machismo/feminismo, eu já tinha visto esse vídeo a uns dias atrás. A minha opinião sobre este assunto todo é que tal como nos filmes existem jogos onde a mulher tem que ser salva por um homem. Mas também como nos filmes existem jogos que dão valor a personagens femininas. Uma das personagens que a meu ver são muito respeitadas por gamers femininas é a Samus da série Metroid. A Anita falou a maior parte do tempo de personagens femininas da Nintendo como Peach e Zelda. No entanto, ela não mencionou a Samus… acabo por pensar que ela é feminista. Mas gostei da forma como ela organizou a matéria toda no seu vídeo e a sua opinião.

    Em relação ao tema da PS4, gostei de alguns jogos mas não estou muito interessado na consola. Se for comprar a PS4 só mesmo uns 5 anos após o lançamento dela.

    Como tema de próximo A Pau com os Ursos, queria saber a tua opinião sobre o fraco desempenho que a WiiU tem tido em vendas e o que achas que a Nintendo necessita de fazer para a WiiU começar a ter algum sucesso no mercado.

  • onshowon

    Mais um grande “a pau com os ursos” daniel, parabens!

    Relativamente ao sexismo nos videojogos acho que é algo que tem vindo a diminuir. Está certo que estamos a falar de patamares ligeiramente diferentes, mas da mesma maneira que o sexo feminino se pode sentir insultado com as personagens femininas nos videojogos (por exemplo dead or alive, mas atualmente quase todos os jogos de luta tem as personagens um pouco como o dead or alive) os jogadores do sexo masculino também se podem sentir um pouco irritados com a aparência de alguns personagens masculinos (afinal de contas nem todos nascemos lindos lindos lindos e com uma estrutura muscular de meter inveja ao rambo – a minha mãe diz que eu sou lindo portanto nesse ponto não me queixo mas no caso dos músculos já é algo completamente diferente).

    As coisas tem vindo a mudar, se esse video tivesse sido realizado à uns anos atrás compreendia perfeitamente, no entanto esse video é “recente” e apesar de ainda o compreender penso que hoje em dia o nível de sexismo não está nos valores que estavam à uma década atrás.

    Temos imensas personagens femininas fortes, temos até personagens femininas que nos conquistam não pela a sua aparência mas sim pela sua atitude e maneira de ser, aliás temos diversos jogos que nos dão a hipótese de escolher se queremos ser do sexo masculino ou do sexo feminino… alguns até chegam a nos dar a liberdade de escolher diferentes orientações sexuais. Ou seja, isto mudou (e para melhor), claro que nem todos os jogos são assim e muitos continuam presos a formulas do passado no entanto a industria encontra-se num processo de crescimento e expansão. Pode ser que num futuro próximo se possa jogar no gta com uma personagem feminina (já não me recordo se era possível escolher alguma personagem feminina nos primeiros gta’s, mas recordo-me com muita saudade da grande die anna do carmageddon =) )

  • Bruno Roxas

    A pau com os ursos espectacular! Gostei mesmo muito 😀

    Existem tantas personagens femininas de videojogos que são tão ou mais badass que as masculinas que a meu ver o feminismo da Anita não faz tanto sentido quanto isso. A Lara Croft é por si só a prova viva que as personagens femininas têm um peso enorme como protagonistas ”fortes” nos videojogos. A Lightning consegue ser a melhor personagem do FFXIII e mesmo sendo mulher acaba por ser mais badass que todas as outras personagens do jogo. A Chloe do Uncharted também é muito mais desenrascada que o próprio Drake. Existem muitos casos, desde sempre, de personagens femininas que não são o protótipo de donzelas indefesas. Mas claro que continuam a existir as chamadas histórias clichés onde temos de salvar a ”princesa encantada que foi raptada pelos cavaleiros negros”. Histórias desse género vão sempre existir. Pessoalmente acho muito mais cativante ter de salvar uma mulher bonita e doce do que percorrer uma enorme aventura para resgatar um bruta montes que foi raptado e preso numa masmorra. Tudo vai depender da história que for desenvolvida.

    Nos dias de hoje não acho que seja necessário este tipo de ”intervenções contra o machismo” até porque para além do que referi em cima também vemos que cada vez mais os videojogos estão a ser consumidos tanto por um público masculino como feminino e apresentam enredos para todo o tipo de gostos.

    Daniel, no vídeo falas-te na Kika e sabes que durante todo o anime ela é a única de quem o Son Goku tem medo e a quem ”obedece”. xD

    Em relação à PS4, só a compro quando o catálogo de jogos me agradar MUITO e não apenas minimamente. Quando estiver para ser lançado um Final Fantasy ou Kingdom Hearts, por exemplo, penso na sua compra. Até agora só o Dragons Dogma 2 me chamou a atenção mas não basta para pensar em comprar a consola no lançamento. Até porque antes ainda tenho uma 3DS para comprar. x)

    Cumprimentos 🙂

  • Mais um bom video desta rúbrica. Parabéns

    Em relação a esta história do machismo e feminismo concordo com os argumentos apresentados no video do “a pau com os ursos”, Parece que existe uma selecção de quando o machismo é um bom machismo (cavalheirismo) e quando não o é. EM relação a personagens dos videojogos para além dos exemplos obvios da Lara Croft ou da Samus Aran, acho que ninguem falou das personagens dos jogos tenchu. Tanto a ayame como a rin são tão letais como o rikimaru ou o tatsumaru e não são retratadas de maneira nada frágil. Enfim, todos nós temos direito à nossa opinião, algo que esta senhora não aceita nos seus videos e, quiçá, na sua vida pessoal…

  • mart88

    Na minha modesta opinião falar de machismo, feminismo, racismo e homosexualidade nos videojogos, filmes e livros é parvoíce de pequenos grupos a tentarem chamar atenção.
    Se pegarmos no exemplo do cinema são centenas de filmes que estreia todos os anos com a mesma formula e ao mesmo tempo estreia com mulheres fortes.
    Nos videojogos começaram com um publico masculina na maioria é normal essa formula ter sido a mais usada mas com a evolução dos anos começaram a aparecer cada vez mais personagens femininas de grande poder, (gears tem, halo tem, metroid, lara, shiu ling…) e quando não são herois muitas são vilões de grande qualidade (toda a gente se lembra da mentora do Big Boss no metal gear 3). Sem contar com os rpg’s podemos agora escolher o que queremos ser.

    E daniel tu referes atributos exagerados mas o mesmo podes dizer dos homens, muitas vezes altos, musculados, misteriosos…. Raro o jogo onde o heroi é gordo e baixo sem ser o Mario.

    A 2/3 anos vi uma noticia onde um grupo queria que nas escolas fossem dados livros onde o jovem heroi salvava o príncipe do dragão. Eu as vezes fico parvo com certos grupos que aparecem na Tv dizendo que é aquilo é um ataque contra os ideais deles e depois tentam obrigar todos a acreditar no que eles querem.
    Eu acredito que num universo tao largo como o cinema, videojogos e leitura se uma pessoa quiser um mundo o papel principal é uma personagem feminina, de cor, homosexual já é possivel nos grandes franchisings não justificando algumas das opiniões dadas por esta senhora.
    Posso estar errado mas este assunto não faz muito sentido ter uma posição tao radical pois existe casos mas nem todos queremos jogar jogos onde a personagem é feminina ou onde não salvamos a princesa. Muitos jogos não teriam nenhum sentido se o plote não fosse esse.